Ás flores amarguradas, Poeta Wagner Martins (Poesia)



Ás flores amarguradas.

Lá vem ela, lá vem ela!
Com um grande óculos escuro no rosto,
Com sorriso forçado...
assim torna a vizinhança
um público abismado!...
Às vezes usa na sua face
um véu charmoso,
Novo estilo?
Ou camuflagem para ocultar
as feridas abertas
numa alma amargurada?
Verbalmente,
ou fisicamente,
mulher agredida,
Se sentindo uma flor pisoteada,
Envenenada por uma porção:
Nojo, frustração, rancor, depressão, e injustiça...
numa desesperada procura do motivo,
sem sentido...
Sentindo dores, medo,
sem abrigo nessa sociedade machista,
sem abrigo nessa vida...
Olha de um lado, para o outro,
Infelizmente muitas que vive isso
prefere se silenciar,
arremessando o espirito
nas mágoas contidas!...

Olha lá, as Marias brasileiras!
Aquelas... Donas de casa:
Se viram nos trabalhos autônimo
para auxiliar no custo da família,
e ainda cuidam da sua cria,
seu glamour? São calos nas mãos da labuta,
na minha apreciação a respeito de estética:
Nossa... A face queimada pelo sol,
é um elemento essencial para serem conceituadas as mais belíssimas guerreiras.
Algumas Marias carecem de ser o centro das atenções nas noites frias,
Porém, são tratadas como servas do lar!!!
Creio que eles não sabem da bravura da guerreira que tem ao lado,
Oh quantos companheiros se equivocam com o aspecto de duronas,
As mulheres são antônimas de complicação,
São símbolos de almejar mais, e mais...
Elas são os agradáveis aromas,
Material abarrotado de sentimento
Que fortalece a estrutura do castelo de um rei.

Poeta Wagner Martins dos Santos

sexta-feira, 25 de setembro de 2014


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