Poema: Prendi meu Maior Vilão Autor: Wagner Martins


 Poema: Prendi meu Maior Vilão

Autor: Wagner Martins

 

Já vi!

Essa nossa amizade

não dá para mim.

 

Todas às vezes

que faço parceria

comigo mesmo,

para fazer

as minhas impensadas vontades,

sempre pago

com juros abusivos                                                                      

em lamentos!

 

Para nós convivermos

em harmonia juntos —

 

Pôs o meu coração

vibrando de desejos

numa gaveta trancada.

 

Só assim passei a viver

sossegado em minha casa.

 

sábado, 6 de junho de 2026

Poema: O Agiota do Tempo Autor: Wagner Martins

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Ana Maria da Silva Santos

Poema: O Agiota do Tempo
Autor: Wagner Martins

O tempo, um agiota,
nos emprestando e cobrando
a vida,
com juros extremamente abusivos;

Com seu serviço acessível,
democrático a todos
que estão vivos.

Nos empresta a cada
pulsação do coração,
a cada pensamento,
e enquanto o corpo ostenta força,

Cada instante do hoje
é um crédito recebido,
para investirmos
em sábias escolhas,
abrindo portas
para outras realidades.

Mas o futuro
é a data marcada.

Para nós lidarmos
com esse credor;
para o acerto de contas:

Muitos dos seus clientes,
enquanto têm crédito,
são negligentes.

Esse agiota,
no seu trabalho,
é eficiente,
gabando-se disso —

Pagamos a ele
mesmo quando não queremos,
mesmo quando o julgamos injusto,
mesmo quando não podemos;
haja juros para nos cobrar
pelo passado,
pelo presente,
no futuro;

até quando entregamos
parte do nosso tempo
ao tempo do outro,
para aquele que não diferencia
valor de preço
tentar recuperar
o seu tempo perdido!

No fim,
descobrimos:

vivíamos pelo tempo
como se fosse nosso.
 

Poema: Sofram? Autor: Wagner Martins


 PIX: 88700855

Ana Maria da Silva Santos Poema: Sofram? Autor: Wagner Martins Pelos muitos socos que o tempo me dá — Fico ainda mais nocauteado, desorientado, torna-se um labirinto fazer o bem; Vários pesadelos que, acordado, vivi, o tempo me lembra e zomba — viverás, novamente, como papai noel, presenteando a todos? Ficarás com saco vazio! Some o chão à minha frente! Penso e até concordo com ele — Verdade! — encolho as minhas mãos que iam ser estendidas. — O sofrimento é, tempo, uma semente rica; no solo fértil... Ah! Quantos frutos! Minhas mãos, quase convencidas, retornam aos bolsos. terça-feira, 2 de junho de 2026

Poema: Trabalho de Agricultor da Vida Autor: Wagner Martins


 Poema: Trabalho de Agricultor da Vida

Autor: Wagner Martins


Sofrendo por só plantar

frutos azedos

e querer saborear doces;


em minha lavoura,

semeei sementes ao acaso —

e colhi, em cada pé,

a insatisfação!


para ter em minhas mãos

os frutos de um único sábio sim:


Tenho, antes, que irrigar a terra

com dez mil NÃO'S.

Poema: Entre Truques e Açoites


 

Poema: Entre Truques e Açoites

 

O tempo é um empenhado carrasco

para quem sofre;

ao que está feliz —

ligeiro mágico,

deixando só fragmentos de lembranças,

como chuva de papel colorido ao chão.

 

- Wagner Martins

Poema: Amizade Lucrativa Autor: Wagner Martins


 

Poema: Amizade Lucrativa

Autor: Wagner Martins

 

A situação está tão desumana

que temos que pagar caro

se quisermos ser tratados

de forma humana;

 

do contrário, somos tidos

para alguns humanos,

como coisas já descartadas.

 

Por isso, e que infelizmente,

tratamos os laços de amizade,

nesses nossos dias, um negócio

muito concorrido para tê-lo

com quem podemos somente lucrar!

 

domingo, 23 de novembro de 2025

Poema: Plantação do Coração Autor: Wagner Martins

 

Poema: Plantação do Coração

Autor: Wagner Martins

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

 

Não adianta

plantar boas sementes

em quaisquer tipos de terras.

 

(Desperdiçarás!)

 

Se quiser saborear os frutos,

entre na sala da sabedoria

e observe atentamente

a lição contida na parábola

do Mestre, Jesus Cristo,

sobre os diferentes solos/corações;

 

pois, por estes tempos

de muitos tão pedregosos, espinhosos, inférteis,

cheio de toda espécie

de ervas dânias, carnívoras/sentimentos tenebrosos;

felizes são os especialistas

em solos sentimentais!

 

— Louco amador!

Serás certamente.

 

Essa loucura,

de estar trabalhando com o arado,

sem saber se vale mesmo

tanto empenho/afeto!

 

Eu já me curei,

mas sofri-a

solitariamente.

Plantando a ermo,

nesse árduo doar-se

sem nada restar de si;

e se martirizará ainda mais

se for em vão

quando vim procurar

um doce gesto sincero.


Poema: Em Qualquer Esquina! Autor: Wagner Martins


 
Poema: Em Qualquer Esquina! Autor: Wagner Martins Mais que tragédia! Vivemos, sendo levados como palitos de fósforo, sacudidos de um lado a outro, todos na mesma caixa, sem rumo, na vida — como se jamais fôssemos precisar de outra, funesta, plantada na terra — um dia. Por isso, quando, em qualquer esquina, a saudação da morte chega, a nos mirar, refletindo, no profundo olhar, nossa própria cova — Que choque! Tentamos desviar, como rato que já se vê entre os dentes de um felino. Mas, antes que consigamos escapar da sua mira, a dona Morte segue seu caminho, a passos lentos, com a foice ensanguentada, saboreando, na boca, o sorriso da Monalisa — pelo dever cumprido! domingo, 20 de julho de 2025